Inflação dá sinais sólidos de convergência para a meta — e mercado já projeta início dos cortes de juros em 2026

A inflação brasileira segue em trajetória de desaceleração e já mostra sinais claros de convergência para a meta, impulsionada pela saída do dado atípico de fevereiro de 2024, pela queda do dólar e pelo arrefecimento da atividade econômica medido pelo IBC-Br. Com esse novo cenário, cresce a expectativa de que o Banco Central inicie um ciclo de cortes da Selic no primeiro semestre de 2026 — possivelmente já em março — abrindo espaço para um ambiente mais favorável ao crédito, investimentos e mercado financeiro.

RADAR ECONOMIA

Carolina Vargas

11/18/20252 min read

A dinâmica inflacionária no Brasil segue melhorando de forma consistente, e os números mais recentes reforçam o cenário de convergência para a meta. De acordo com a tabela do IPCA acumulado em 12 meses, a inflação segue desacelerando e tende a perder ainda mais força com a saída do dado de fevereiro de 2024 — que sozinho adicionou mais de 1% ao índice daquele período e distorceu significativamente a base de comparação. Com esse alívio estatístico, a inflação projetada deve cair de forma mais evidente ao longo de 2026.

Além disso, outros fatores reforçam o ambiente benigno para preços:

📉 1. Queda do dólar

A desvalorização recente da moeda americana reduz pressões sobre produtos importados, insumos industriais, combustíveis e alimentos. Um câmbio mais baixo, mesmo que temporário, ajuda a conter expectativas inflacionárias e reduz a necessidade de juros mais altos por mais tempo.

📉 2. Atividade econômica mais fraca

O IBC-Br — indicador do Banco Central que funciona como uma prévia do PIB — apontou retração no terceiro trimestre. Esse desaquecimento da economia contribui para reduzir pressões de demanda, o que também favorece o controle da inflação.

🎯 3. Convergência clara para a meta

Com a retirada do pico inflacionário de fevereiro de 2024 e a tendência de arrefecimento dos preços, o IPCA deve continuar recuando em direção ao intervalo da meta (3% ± 1,5 p.p.), trazendo alívio para a política monetária.

📌 O resultado combinado de inflação em queda, câmbio mais favorável e atividade moderada abre espaço para o início de um novo ciclo de cortes da Selic já no primeiro semestre de 2026 — possivelmente a partir de março.

Se esse cenário se confirmar, será um ponto de virada importante para a economia brasileira, com impacto direto em crédito, investimentos, mercado imobiliário e Bolsa de Valores.

Agora, a chave será acompanhar:

  • A evolução das expectativas no Boletim Focus

  • Os próximos dados de atividade

  • O comportamento do câmbio em um cenário externo ainda incerto

Mas, pela primeira vez em meses, os sinais estão alinhados: a inflação está cedendo de forma estrutural, e a queda dos juros começa a ganhar data.

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